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As Regras e as Excepções

por nino, em 02.06.09

 

 A primeira regra...

...temos a sensação de já ter dito por aqui algures e senão, pelo menos, essa vontade existiu, de que só regressa a casa com "grade", nestas coisas de observação e fotografia de aves, quem realmente assim o quiser...

Não! não é fotografando a galinha do vizinho ou outros sucedâneos domésticos...esses não contam!

Falamos, isso sim, de um modelo em liberdade que nos permite todo o tempo do mundo para os preparativos: estabilizar a câmara; programá-la o melhor que pudermos e soubermos; escolher ângulos e períodos de luz que mais gostarmos; etc.

Basta para tal um pequenino passeio à estação da Ortiga e ei-las que nos esperam, sós ou acompanhadas...é certo que, um pouquito distantes, altaneiras e ciosas do seu espaço crítico mas, tolerantes e que lá nos podem safar da tão indesejável "grade". Acresce o facto de que, algumas por cá permanecem  já  todo o ano.

 

E a primeira excepção...

..só que, no fim-de-semana que passou, na barragem (foz de eiras), inopinadamente nos confrontámos, desprevenidos, com uma dessas a passear pescando a tão poucos metros do nosso esconderijo que nem a distância focal conseguimos corrigir de modo a enquadrá-la de corpo inteiro.

Que tamanho enorme!...foi a sensação que nos ficou.

O som dos dois únicos disparos realizados, assustou-a e..."até qualquer dia, que me vou! ficas com o retrato e já não ficas mal, que eu lá levo o enorme cagaço...", terá pensado...

 

...a Cegonha Branca (em contraluz...)

 

 

 

E a segunda regra...

...no mesmo dia, ali entre a praia fluvial e o camping da Ortiga, os vulgares verdelhões e alguns pardais domésticos, confundindo-se contra o restolho de um verde acastanhado meio ressequido de um dos vários recantos  tornados parques de estacionamento à pressa, "esgravatinhavam" e debicavam algumas sementes e migalhas que por ali vão ficando esquecidas...

 

E a segunda excepção...

...pois é, só que um deles destoava. Verdelhão branco? não soa bem. Pardal branco? também não.

Capricho genético por algum pitoresco cruzamento? despigmentação vulgar? albinismo? espécie exótica em fuga de alguma gaiola da vizinhança e aceite pela população autóctone?

E é aqui que se manifesta a fragilidade dos nossos conhecimentos ornitológicos.

É aqui que apelamos a competências mais sólidas e profundas na matéria, se é que, fortuitamente, alguém na posse delas por aqui vai passando, para identificar o enigmático personagem...

 

Tornando a coisa ainda mais curiosa, revelaremos que, há um ano atrás, sensivelmente no mesmo local, já teríamos avistado esse indivíduo ou outro de idêntica morfologia...

 

ei-lo

(pedimos antecipadamente desculpa pela falta de qualidade fotográfica...)

 

 

 

 ...ele há coisas!?...

 

 

 

 

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publicado às 22:43



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